Product-Led Growth: Como aplicar a estratégia em Startups e Pequenas Empresas

product-led growth em startups e pequenas empresas
O Product-Led Growth é uma tática de negócios que prioriza a transformação do produto em uma fonte predominante de receita para a empresa. Para efetivamente aplicar essa estratégia, são realizadas melhorias que garantem que os clientes tenham acesso a uma experiência valiosa com o produto antes mesmo de realizar a compra. Aprenda como aplicar a estratégia em uma Startup ou PME.

Índice

No mundo acelerado dos negócios de hoje em dia, a estratégia de crescimento liderado pelo produto, ou Product-Led Growth (PLG), tornou-se uma abordagem cada vez mais popular para empresas de todos os tamanhos. Inicialmente, a PLG era vista como uma estratégia adequada apenas para empresas de tecnologia, mas ela tem se mostrado eficaz em uma variedade de setores, incluindo startups e pequenas empresas.

Neste artigo, exploraremos o que é o PLG, como ele funciona e como aplicar essa estratégia em startups e pequenas empresas. Continue a leitura aqui conosco 😉

O que é Product-Led Growth?

O Product-Led Growth é uma estratégia de crescimento que coloca o Produto como o motor central do crescimento da empresa. Em vez de depender somente de vendas tradicionais, estratégias de Growth e Marketing Digital para adquirir clientes, as empresas que adotam o PLG focam em criar produtos que são tão valiosos e fáceis de usar que os próprios clientes se tornam defensores e promotores da marca.

Em resumo, o PLG é uma abordagem que prioriza a experiência do usuário e a entrega de valor através do produto como forma de adquirir, reter e expandir a base de clientes.

Podemos definir também como uma estratégia valiosa que permite atender aos altos níveis de exigência dos usuários e clientes digitais de hoje em dia, que esperam soluções reais e sustentáveis para seus problemas.

Como surgiu esse conceito e qual é a importância da estratégia em Startups e Pequenas Empresas (PME’s)?

O Product-Led Growth (PLG) surgiu como uma resposta à evolução das expectativas dos consumidores e, claro, ao avanço da tecnologia. Essa abordagem ganhou destaque nos últimos anos, especialmente em empresas de tecnologia e SaaS (Software as a Service), mas suas raízes podem ser rastreadas até o final do século 20.

A OpenView Venture Partners, uma empresa de capital de risco, foi a responsável por criar o termo Product-led Growth.

O PLG se baseia em princípios que promovem a importância do Produto como um motor de crescimento por si só. É uma estratégia que reconhece que os consumidores modernos valorizam experiências de alta qualidade, além da possibilidade da capacidade de experimentar um produto antes de se comprometerem com uma compra de fato. Em vez de depender fortemente de estratégias de vendas tradicionais, o PLG coloca o produto no centro da aquisição e retenção de clientes.

E essa regra não se aplica somente a Produtos. Em serviços, por exemplo, podemos usar o exemplo de uma Assessoria de Marketing Digital. Mas, como é possível “experimentar” um serviço de Marketing antes de contratar? Uma possibilidade é contratar uma pré-etapa antes da assessoria modular no modelo recorrente, como por exemplo um diagnóstico. Aproveite e conheça o Diagnóstico de PRODUCTGROWTH da Onion Tech, clicando aqui.

Com o avanço da Transformação Digital, do Marketing Digital, Growth Marketing e do comportamento do mercado em geral, já davam sinais de que o produto em si se tornaria o eixo central da experiência do cliente e da interação central entre os envolvidos no modelo de negócio. Afinal de contas, marketing não vende produto ruim por muito tempo!

Eu gosto de definir o Product-Led Growth como o “um Produto que consegue se vender sozinho”, principalmente quando ele não receba mais nem 1 centavo de investimento para performance (CAC ZERO!) e que também não tenha a necessidade de um vendedor ativo (exceto se este entrar somente para finalizar a venda).

Vamos ser sinceros, isso é o sonho para qualquer produto ou serviço do mercado!

Quando eu gerenciei o desenvolvimento da minha antiga marca, a Globe Commerce, empresa focada em desenvolvimento de templates para e-commerce, consegui atingir o PLG de uma maneira bem natural e que, visualizando hoje, foi de uma forma simplificada: o logotipo da empresa que ia junto com cada template vendido fez com que se tornasse possível divulgá-lo sem uma ação específica de marketing. Como o modelo do negócio era Produtizado para obter escala, ou seja, muitas vendas por um ticket baixo, fez com que a marca atingisse a um patamar de vendas automatizado, já que o link nos logotipos direcionavam para o site, onde já exibia os templates disponíveis para compra.

Entretanto, PLG com alta estratégia precisa ter total relação com o comportamento de utilização do produto ou serviço, e não apenas relacionado a sua divulgação. Ou seja, se o produto por algum motivo não está resolvendo as dores do usuário, se sua proposta única de valor não está devidamente alinhada com as reais necessidades do cliente, a estratégia irá falhar, até que um novo diagnóstico possa ser estruturado.

Quais são as vantagens do Product-Led Growth para Startups e PMEs?

Para entender com maior profundidade o papel da estratégia de Product-Led Growth em Startups e pequenas empresas (PMEs), é fundamental observar as vantagens que essa estratégia oferece a esses tipos de negócios:

1 – Economia de Custo Efetivo no longo prazo

Startups e PMEs em sua grande maioria possuem recursos financeiros limitados. A estratégia de Product-Led Growth adaptada para suas necessidades, de forma estratégica e criativa, permite que essas empresas possam também adquiram clientes sem os custos significativos associados a campanhas de marketing, como o tráfego pago.

2 – Foco no Cliente / Usuário

O Product-Led Growth incentiva a criação de produtos centrados no usuário, o que é fundamental para conquistar a fidelidade dos clientes e que estes possam indicar sua solução para outra pessoa. As startups podem se destacar no mercado com soluções que resolvem problemas de forma eficaz. Entretanto, é preciso que a empresa crie uma verdadeira estrutura em volta do produto (PRODUCTGROWTH), fazendo assim o cliente ter tudo o que precisa em mãos. Áreas de CX (Customer Sucess), como Help Desk, Suporte, e demais canais de interação, além de pesquisas com usuário, são exemplos clássicos de ações que ajudam a entender se o produto de fato resolve o problema proposto.

3 – Crescimento Orgânico e Sustentável

O PLG promove o crescimento orgânico para as empresas, onde os clientes existentes se tornam defensores e promotores do produto (caso este produto escale bem e permaneça com qualidade), resultando em um aumento constante da base de usuários, de clientes. Em muitas situações de negócio, a estratégia pode vir a se tornar a única forma para uma Startup ou PME conseguir escalar o seu negócio e atingir a um novo patamar.

4 – Fornecimento de Métricas Claras

O PLG fornece métricas mensuráveis, como taxas de conversão, custo de aquisição de cliente (CAC) e valor do tempo de vida do cliente utilizando o produto (LTV – Lifetime Value), que podem ajudar startups e PMEs a entender e otimizar seu desempenho. Será necessário ter especialistas em métricas para ajudar a medir isso, porém atingir este patamar é um sonho possível a ser alcançado, com o parceiro correto.

5 – Escalabilidade e redução de custos

O modelo de negócios do Product-Led Growth é projetado para a empresa crescer sem aumento proporcional nos custos operacionais, permitindo que startups e PMEs dimensionem suas operações com eficiência. É de fato um “negócio escalável”, ou seja, que possibilita o crescimento contínuo com evolução de um software ou ferramenta sem que necessite de ampliar a equipe proporcionalmente para cada novo cliente conquistado.

6 – Onboarding mais eficiente

Como o PLG faz com que o cliente conheça o produto antes de adquiri-lo, isso torna o processo de implementação mais eficaz e orgânico. Ainda no exemplo de serviços, onde também é possível implantar o PLG, um diagnóstico inicial, estruturação ou consultoria, mesmo que ainda remunerável, faz com que o cliente “teste” o método e entenda que aquilo é realmente o que pode fazer a diferença no longo prazo, em execução contínua.

Afinal, uma das etapas que mais pode consumir tempo para empresas é ensinar os usuários e clientes a usar o produto corretamente. No caso de serviços, a dificuldade está em tirar os vieses indevidos e trazer o cliente para a realidade. Porém, durante o processo de onboarding de um Product-Led Growth, o foco precisa ser voltado para orientar os clientes a terem um melhor aproveitamento do produto após contratar a versão paga.

Em resumo, o PLG é uma estratégia que permite que startups e PMEs venham a competir eficazmente no mercado, adquirindo, retendo e expandindo sua base de clientes de forma econômica, validada e sustentável. Ao focar no desenvolvimento de produtos de alta qualidade, na satisfação do cliente e no aproveitamento do poder do boca a boca e da economia compartilhada, essas empresas podem alcançar um crescimento significativo e duradouro.

Como aplicar o Product-Led Growth em Startups e Pequenas Empresas?

É comum encontrarmos inúmeros exemplos e sugestões de aplicação da estratégia em grandes corporações e médias, mas muito difícil encontrar cases de PME’s que conseguiram criar produtos que se vendem sozinhos e mudar de patamar.

Antes de tudo, entender o conceito e mudar a mentalidade com a aplicação de seus produtos e serviços é o primeiro passo para trabalhar com foco na estratégia.

product-led growth para startups e pme
(Nesta imagem: Modelo de Jornada de estratégia de Product-Led Growth para startups e pequenas empresas)

Aqui estão algumas etapas para aplicar o PLG na sua startup e pequena empresa:

Compreenda seu mercado e público-alvo:

Antes de tudo, é essencial conhecer com profundidade o mercado em que você está atuando e entender as reais dores do seu público-alvo. Entendendo como funciona o PLG, vai possibilitar que você pense ou repense sua forma de criar produtos e serviços, ou aprimorar os já existentes (ciclo de vida do produto). Isso o ajudará a criar um produto que seja verdadeiramente valioso para o seu usuário, e que possa escalar.

Desenvolva um produto “autosserviço”:

Certifique-se de que o seu produto seja intuitivo e fácil de usar, de modo que os usuários possam começar a utilizá-lo imediatamente, sem a necessidade de ter uma pessoa para lhe ensinar a utilizar. Sistemas, softwares e plataformas Saas em geral tendem a funcionar dessa forma.

Mesmo que você trabalhe apenas com serviços, é possível ter uma mentalidade de PLG em seu negócio. Se você faz o possível para facilitar a vida do seu cliente / usuário, criando materiais para autocompreensão, orientação e aplicação, parabéns, você já entende a essência e a importância da estratégia;

Ofereça um período de teste gratuito (Free trial):

É sempre recomendado disponibilizar uma versão gratuita do seu produto ou oferecer um período de teste gratuito para atrair clientes em potencial.

Em alguns casos, as versões trial também possuem limitações para que os usuários consigam fazer uso dela e ter vontade de fazer o upgrade para uma versão mais completa. Para que isso ocorra, é preciso que as ferramentas disponíveis no trial sejam capazes de gerar valor e oferecer um real uso do produto, ou, do contrário, conforme aponta pesquisa, 96% dos usuários que usam esse tipo de versão a abandonam logo na primeira vez.

O melhor exemplo de trial gratuitos são as plataformas de ecommerce. O usuário consegue estruturar a loja, cadastrar produtos, configurar formas de pagamento e envio, até mesmo colocar a loja para funcionar. Quando as primeiras vendas começarem a atingir, será muito difícil o cliente não contratar um plano pago.

Colete feedback dos clientes:

Esteja atento aos feedbacks dos clientes e use essas informações para melhorar continuamente o produto. Naturalmente em PLG’s bem-sucedidos haverão movimentos em massa de usuários exigindo por melhorias e evolução do produto ou serviço.

Incentive uma cultura dentro da empresa que priorize o foco no cliente e a busca constante pela melhoria do produto.

Incentive o compartilhamento e referências:

Crie incentivos para que os clientes existentes indiquem o produto para outras pessoas, como descontos ou recompensas. Ainda dentro do exemplo de plataformas de E-commerce, o logotipo da plataforma no rodapé fará com que o produto gere um alcance muito maior e alcance assim mais clientes, de forma natural e gratuita.

Analise métricas-chave:

Monitore métricas importantes, como taxa de conversão, custo de aquisição de cliente (CAC), valor do tempo de vida do cliente (LTV) e taxa de crescimento para avaliar o desempenho do PLG. Utilizar estratégias de User Experience (UX) para melhoria e evolução do produto será também indispensável aqui.

Se preocupe exageradamente com segurança:

Garanta de qualquer forma que sua infraestrutura possa lidar com um aumento no número de usuários sem que haja sérios problemas, como queda de servidor, quebras de layout, falhas em features, entre outros, principalmente se você for um SaaS. Trabalhe também para evitar aumentar significativamente os custos operacionais.

Conte com profissionais de Marketing, Produto e Growth:

Profissionais de Produto, como Product Managers (ou um Product-Management-as-a-Service), são os mais indicados para implantar e mapear esta estratégia em sua empresa. Cruze isso com especialistas também em Marketing Digital e Growth Marketing. Se você for uma Pequena Empresa ou mesmo uma Startup, conte com uma Assessoria de Marketing e Produtos Digitais.

– Mais conteúdos para te ajudar a alavancar seu negócio:

O que é Consultoria de Produtos Digitais e como aplicar em sua empresa

Como escolher uma Consultoria de Marketing Digital para sua empresa

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Kleber Liberato
Kleber Liberato é fundador e CEO da Onion Tech. Com quase 2 décadas de experiência em Marketing Digital, é fundador da primeira Assessoria de Marketing e Produtos Digitais do Brasil.

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